Abaixo podem ver as fotos do belo domingo que eu passei perdido por terras angolanas... As fotos nao estao organizadas cronologicamente por isso leiam o texto do post abaixo e depois deiam uma olhadela por aqui...
Serra da Leba
As escarpas da Leba
Deserto de Namibe
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Uma Espécie de Safari de uma espécie de Pescadores...
Parece que finalmente me fiz a estrada para conhecer um pouco mais de África vou-vos contar todo o meu fim de semana..
Acabando o trabalho por voltas das 9h30m de sábado logo me mandei pra Lubango para uma jantarada combinada com a malta, ao encher o prato reparei que estava num jantar de uma confraria de “Portugas” que estudaram em Lubango.. Comemos, bebemos, e vamos nós ao Kopus (a disco la da terra)...
"Kopus, o planeta tarraxinha..."
Ao entrar a escuridão era notória, mas quando as luzes se abriam um pouco logo começava a ver como era a noite de Lubango.. Pessoas bastante arranjadas.. muitas mulheres.. e musica africana a bombar... pelo meio de uma mancha negra vamos vendo alguns pontos brancos.. a discoteca era dividida em dois espaços, a pista e a zona Vip.. Quando dou por mim estou de olhos fixados a ver o povo a dançar a tarraxinha, nada como imaginarem um filme erótico sem nus.. só se podia chamar de Tarraxinha!!!
Após isto deixaram-me no apartamento que a Zagope tem em Lubango, dormi meia hora e logo começo a ver o dia a nascer para os pescadores do novo mundo...
"A pescaria.. A viagem..."
Após o meu sono de 30 minutos lá sinto a luz a bater na cara que logo me fez sair do sofá, lavar a cara e pegar estrada.. Ai vamos nós.. 5 pescadores do novo mundo rumo a Namibe.. Saímos de Lubango ainda é noite.. Uns Km´s mais à frente deparamo-nos com um portão a atravessar a estrada, estamos perante uma portagem onde pagamos 150 Kwanzas.. Entramos na serra da Leba, ao olhar pros lados começo a ver uma estrada que escrevia S´s e S´s na paisagem, deixando as curvas do Livramento como coisa de meninos. Começamos a descer.. A paisagem é brilhante, a rocha rasga o intenso mato, as escarpas tem centenas de metros, vê-se algumas cascatas a moldar a pedra enquanto corre.. Acabo a descida do céu a terra, começo a sentir o cansaço de 30 minutos de sono e de 35 curvas apertadas e vendo o sol a rebentar do chão fecho os olhos.. A abrir os olhos deparo-me no meio do deserto.. não um deserto de arei fina e dunas estilo sahara, mas um deserto cascalhento de areia grossa.. uma paisagem iraquiana.. deslumbro-me da paisagem vendo os enormes leitos de rios secos que daqui a cerca de 1 mes deverão correr água como se de um Tejo se trata-se.. Quase perto do nosso destino juntamo-nos a mais 4 pescadores do grupo fazendo assim a equipa final de 9 elementos e 3 carrinhas L200.. Entramos então em Namibe...
"Namibe... A cidade costeira..."
Entrando em Namibe logo começamos a ver a arquitectura portuguesa espalhada pelas ruas. Nesta cidade não vemos barracas, nem palhotas, apenas casas consideradas normais no padrão de um português em Angola... Entramos então na Marginal e logo vemos um Cargueiro a descarregar seus contentores enquanto pequenos barcos de madeira pintam os resto da paisagem..
Paramos para comprar os isco.. quando falamos com os pescadores logo somos rodeados por uma multidão que tenta ganhar o dia a vender peixe.. compramos 7000 euros de sardinha pra fazer isto, isto após muita negociação e com a ajuda de um angolano que tínhamos na nossa frota... após um pequena passagem pelo mini mercado pra comprar as produtos finais partimos de novo pro deserto rumo ao mar...
"A Praia...."
Entramos de novo no deserto, mas desta vez sem haver asfalto ou caminhos minimamente definidos, parte deles somos nós que rasgamos com os pneus dos nossos carros. Olhando a esquerda e á direita vemos sempre o mesmo, uma paisagem creme arenosa com um castanho erva seca distribuído.. Finalmente vemos as formas de construção humana (os barracos de quem vai à pesca) e vemos o mar.. estamos sozinho e a prai é nossa.. O areal não é mais que uma continuação da paisagem anterior com o acréscimo de o ter o mar a bater... O osso de baleia pinta uma nova cor e o caranguejo ergue suas tenazes aos céus.. preparamo-nos então pro nosso objectivo...
"A Pescaria..."
Montam canas, preparam isco.. equanto isso atacamos o primeiro peixe que tinhamos na geleira, peixe estranho, conhecido por "Nova Skin" e feito de cevada e de cor dourada.. O pessoal lança o anzol ao mar e logo o peixe comaça a sair do anzol e a cair na rocha.. equanto isso eu vou dormir uma sestinha..
Ao acordar vejo o nosso nativo já de saco cheio enquanto o resto do pessoal apenas aprendeu a dar banho ao isco.. aproxima-se a hora de almoço e o grelhador começa a cantar uma canção de fogo, corta-se a picanha (Afinal em nove 7 sao brasileiros) e damos por nós a encher o bucho de comida e bebida e a fazer o saldo da manhã de pescaria.. Após o almoço voltamos a atacar o mar, finalmente eu agarro numa cana e começo a banhar o meu isco (perdi a virgindade de pescador de mar), qual a minha surpresa que ao fim de um tempo sinto a linha a esticar e ao enrolar o carreto vejo o peixe a sair da água.. foi o meu momento do dia, tinha vencido Poiseidon.. passado mais um tempo sai o segundo peixe.. Rudy 2 - Mar 0 .. A petiscada continua, a picanha sempre a rolar, acaba a cerveja, é então hora de pensar no regresso.. arrumamos as coisas, contabelizamos o alcool no corpo para ver quem leva o carro no regresso.. a caminho de casa apenas paramos na Namibia pra beber mais uma... a estrada agarra de novo no nosso carro e guianos de volta a lubango...
Chegados a casa contabilizamos o escaldão que nos risca o pescoço e deixa o a marca dos oculos na cara..
Foi assim mais um dia em cheio, pelos vistos deixei a máquina em casa mas estou a espera que me entreguem uma fotos pra poderem apreciar os belos momentos que vivi..
Um abraço do Pescador
Acabando o trabalho por voltas das 9h30m de sábado logo me mandei pra Lubango para uma jantarada combinada com a malta, ao encher o prato reparei que estava num jantar de uma confraria de “Portugas” que estudaram em Lubango.. Comemos, bebemos, e vamos nós ao Kopus (a disco la da terra)...
"Kopus, o planeta tarraxinha..."
Ao entrar a escuridão era notória, mas quando as luzes se abriam um pouco logo começava a ver como era a noite de Lubango.. Pessoas bastante arranjadas.. muitas mulheres.. e musica africana a bombar... pelo meio de uma mancha negra vamos vendo alguns pontos brancos.. a discoteca era dividida em dois espaços, a pista e a zona Vip.. Quando dou por mim estou de olhos fixados a ver o povo a dançar a tarraxinha, nada como imaginarem um filme erótico sem nus.. só se podia chamar de Tarraxinha!!!
Após isto deixaram-me no apartamento que a Zagope tem em Lubango, dormi meia hora e logo começo a ver o dia a nascer para os pescadores do novo mundo...
"A pescaria.. A viagem..."
Após o meu sono de 30 minutos lá sinto a luz a bater na cara que logo me fez sair do sofá, lavar a cara e pegar estrada.. Ai vamos nós.. 5 pescadores do novo mundo rumo a Namibe.. Saímos de Lubango ainda é noite.. Uns Km´s mais à frente deparamo-nos com um portão a atravessar a estrada, estamos perante uma portagem onde pagamos 150 Kwanzas.. Entramos na serra da Leba, ao olhar pros lados começo a ver uma estrada que escrevia S´s e S´s na paisagem, deixando as curvas do Livramento como coisa de meninos. Começamos a descer.. A paisagem é brilhante, a rocha rasga o intenso mato, as escarpas tem centenas de metros, vê-se algumas cascatas a moldar a pedra enquanto corre.. Acabo a descida do céu a terra, começo a sentir o cansaço de 30 minutos de sono e de 35 curvas apertadas e vendo o sol a rebentar do chão fecho os olhos.. A abrir os olhos deparo-me no meio do deserto.. não um deserto de arei fina e dunas estilo sahara, mas um deserto cascalhento de areia grossa.. uma paisagem iraquiana.. deslumbro-me da paisagem vendo os enormes leitos de rios secos que daqui a cerca de 1 mes deverão correr água como se de um Tejo se trata-se.. Quase perto do nosso destino juntamo-nos a mais 4 pescadores do grupo fazendo assim a equipa final de 9 elementos e 3 carrinhas L200.. Entramos então em Namibe...
"Namibe... A cidade costeira..."
Entrando em Namibe logo começamos a ver a arquitectura portuguesa espalhada pelas ruas. Nesta cidade não vemos barracas, nem palhotas, apenas casas consideradas normais no padrão de um português em Angola... Entramos então na Marginal e logo vemos um Cargueiro a descarregar seus contentores enquanto pequenos barcos de madeira pintam os resto da paisagem..
Paramos para comprar os isco.. quando falamos com os pescadores logo somos rodeados por uma multidão que tenta ganhar o dia a vender peixe.. compramos 7000 euros de sardinha pra fazer isto, isto após muita negociação e com a ajuda de um angolano que tínhamos na nossa frota... após um pequena passagem pelo mini mercado pra comprar as produtos finais partimos de novo pro deserto rumo ao mar...
"A Praia...."
Entramos de novo no deserto, mas desta vez sem haver asfalto ou caminhos minimamente definidos, parte deles somos nós que rasgamos com os pneus dos nossos carros. Olhando a esquerda e á direita vemos sempre o mesmo, uma paisagem creme arenosa com um castanho erva seca distribuído.. Finalmente vemos as formas de construção humana (os barracos de quem vai à pesca) e vemos o mar.. estamos sozinho e a prai é nossa.. O areal não é mais que uma continuação da paisagem anterior com o acréscimo de o ter o mar a bater... O osso de baleia pinta uma nova cor e o caranguejo ergue suas tenazes aos céus.. preparamo-nos então pro nosso objectivo...
"A Pescaria..."
Montam canas, preparam isco.. equanto isso atacamos o primeiro peixe que tinhamos na geleira, peixe estranho, conhecido por "Nova Skin" e feito de cevada e de cor dourada.. O pessoal lança o anzol ao mar e logo o peixe comaça a sair do anzol e a cair na rocha.. equanto isso eu vou dormir uma sestinha..
Ao acordar vejo o nosso nativo já de saco cheio enquanto o resto do pessoal apenas aprendeu a dar banho ao isco.. aproxima-se a hora de almoço e o grelhador começa a cantar uma canção de fogo, corta-se a picanha (Afinal em nove 7 sao brasileiros) e damos por nós a encher o bucho de comida e bebida e a fazer o saldo da manhã de pescaria.. Após o almoço voltamos a atacar o mar, finalmente eu agarro numa cana e começo a banhar o meu isco (perdi a virgindade de pescador de mar), qual a minha surpresa que ao fim de um tempo sinto a linha a esticar e ao enrolar o carreto vejo o peixe a sair da água.. foi o meu momento do dia, tinha vencido Poiseidon.. passado mais um tempo sai o segundo peixe.. Rudy 2 - Mar 0 .. A petiscada continua, a picanha sempre a rolar, acaba a cerveja, é então hora de pensar no regresso.. arrumamos as coisas, contabelizamos o alcool no corpo para ver quem leva o carro no regresso.. a caminho de casa apenas paramos na Namibia pra beber mais uma... a estrada agarra de novo no nosso carro e guianos de volta a lubango...
Chegados a casa contabilizamos o escaldão que nos risca o pescoço e deixa o a marca dos oculos na cara..
Foi assim mais um dia em cheio, pelos vistos deixei a máquina em casa mas estou a espera que me entreguem uma fotos pra poderem apreciar os belos momentos que vivi..
Um abraço do Pescador
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
O Pessoal Da Republica...
Ora cá esta finalmente uma fotos do povo da Republica e da Republica.. Por vezes uma republica um pouco anarquista, mas nada que a empregada de limpeza nao resolva no dia seguinte...
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Medo... Medo....
Ontem á noite houve uma acidente de aviação na Chibia.. O avião das imagens abaixo espetou-se contra o vidro lá de casa... Nome de código do piloto era "Bezouro"...
Este bichinho tinha o tamanho de uma bola de ping pong e uma envergadura de asas de meio palmo...
domingo, 25 de janeiro de 2009
sábado, 24 de janeiro de 2009
Recordações do Jantar do GAB
Caros amigos,
Agora que o nosso amigo Rudy, se pirou para longe, e tendo em conta que ele não nos vai ver durante algum tempo...
Não querem colocar no blog, algumas das fotos nos nossos convivios, para que todos possam recordar, mas especialmente o Rudy...
Abraço pó Rudy....
Agora que o nosso amigo Rudy, se pirou para longe, e tendo em conta que ele não nos vai ver durante algum tempo...
Não querem colocar no blog, algumas das fotos nos nossos convivios, para que todos possam recordar, mas especialmente o Rudy...
Abraço pó Rudy....
Mais de Lubango...
Cumprimentos Lubanguenses
O verdadeiro campo de minas e seus minadores...
Cada ponto castanho que se vê no chão é uma verdadeira mina, prestes a rebentar cada vez que te aproximas.. normalmente estas minas são armadas durante a noite e de um dia para o outro é feito um verdadeiro e intransponível campo de minas...
Cada um destes minadores coloca-se de cócoras e fazendo um ar de esforço coloca mais uma mina me posição estrategica evitando assim a entrada dos seu inimigos no seu território...
Um abraço de Angola para Portugal
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Minas em Menongue....
Pois é pessoal, parece que a malta da obra de Menongue apanhou uma mina (pelos vistos já é a terceira vez)... Esta obra fica bem longe da minha, pelo que se fala numa das piores zonas de Angola no que toca em minas...
D8, a Vitima...
A vitima de novo
Mex o detector de minas canino
Um detector de minas.. PI PI PIIIIIIIIIII....
Não Houve vitimas durante a realização destas fotos.. Já foi a terceira mina mas sempre sem ng se aleijar, fica o susto... UFFF...
Um Abraço do Novo Mundo
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
O por do sol em África!!!
Sem duvida o meu melhor momento desde que aqui cheguei... Esta fotografia nao mostra um terço do que do que se via ao vivo... Adorava que nestes momentos estivessemos todos juntos a partilhar isto...
Imaginem uma sensação de ver o inferno a subir aos céus!!! Será que o por do sol não é mais do que uma reunião entre Deus e o Diabo???
Quero dedicar este momento a minha namorada... Adorava que visses este espetaculo de magia que bravou os céus....
Mais imagens da zona...
Já devem estar fartos desta zona, de mim e ainda das minhas fotos... mas como ando com tempo livre tenho de aproveitar agora...

Vou tentar ser mais variado nos proximos capitulos que ja chega de Chibia Tchibemba... Mas para acabar ficam umas pro Giga e pro Xoura... Assim se fazem obras em Angola...
Jazida do material de Base
A nossa Pedreira
Ph - Normalmente não têm capacidade pra aguentar as chuvadas
Aqui a coisa correu mal (esta a ser reparado)..
Ph
Um abraço Africano
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
O Guardador de Vacas....
Puro no olhar... Pasmado de tanto movimento em torno dele... Ouve os homens do dito novo mundo falando de selvas de betão em seu redor... Passa os dias a guardar gado e a ver os carros passar... Um simples acenar de mãos rouba-lhe um sorriso e quem sabe se nao o faz sonhar...
É assim a simples vida deste rapaz que passa o dia de volta das vacas a evitar que estas fujam para a estrada e enquanto isso vê as obras a crescer em seu redor...
Lubango.... A cidade dos Madeirenses... Uma visão de Angola...
Aqui estão as primeiras fotos de Lubango...
Os vendedores de rua - em todas as ruas mais movimentadas vemos dezenas destes vendedores a vender de tudo (na sua maioria fruta), ao fundo destas fotografias consegue-se ver Lubango, uma cidade colonizada por Madeirenses, algo que se vai reparando à medida que nos aproximamos do centro...
Perto do hipermecados vemos dezenas de criança logo dispostas a guardar o nosso carro enquanto fazemos compras, o valor que cobram sao 10 kwanzas, o equivalente a 0,10 euros (quanto recebe um arrumador em Portugal por carro?).. depois de se escolher tudo o que queremos comprar vem um empregado que nós ensaca tudo, mete no carrinho, leva ao nosso carro e ainda mete dentro do carro... leva uma gorjeta de 20 kwanzas á qual agradece com ar de satisfação... Os miudos voltam a pedir dinheiro e o que fazemos é agarrar num pacote de bolachas e garantir que eles o distribuem entre eles e ninguem sai a ganhar... pois é, isto é o relato de uma simples ida ao supermercado...
(estas imagens não são em Lubango)
No mesmo sitio que se vê as vacas a beber água, vemos os miudos a tomar banho, as mulheres a lavar roupa e pessoal a carregar garrafões de água pra levar pra casa..
Em Portugal estamos em crise, o salário minimo é baixo, o desemprego é alto(mas existe um subsidido de desemprego)...
Portugal a desgraça da Europa..
Em Angola passa-se um dia a pedir esmola pra conseguir levar 5 dolares para casa, no hipermercado tudo custa 3x mais que em Portugal, não há agua canalizada nem saneamento...
Angola uma desgraça no Mundo..
Se se queixam de viver em Portugal tentem ser angolanos.. A unica vantagem é que uma criança nãoo se queixa por não receber a PS3 no Natal...
Abraços Angolanos
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
As primeiras fotos de África...
Parece que finalmente tenho umas fotos para mostrar um pouco de África á malta, ora aqui vai disto:
O tipo de paisagem é sempre o mesmo, muito verde.. só falta as girafas ao fundo e sentia-me num filme..
domingo, 18 de janeiro de 2009
Vamos assinar esta petição!
Olá amigos,
No âmbito dos temas do meu dia-a-dia profissional, gostaria de vos pedir uma pequena ajuda.
Foi criada uma petição on-line para criar o Dia Nacional da Prevenção do Cancro do Cólo do Útero. Serão necessárias cinco mil assinaturas para se concretizar. Acedam ao site http://www.peticaodiaccu.org/ e ajudem a alertar para o cancro que mata uma mulher por dia em Portugal.
Muito obrigada!
Um beijinho,
Ana
No âmbito dos temas do meu dia-a-dia profissional, gostaria de vos pedir uma pequena ajuda.
Foi criada uma petição on-line para criar o Dia Nacional da Prevenção do Cancro do Cólo do Útero. Serão necessárias cinco mil assinaturas para se concretizar. Acedam ao site http://www.peticaodiaccu.org/ e ajudem a alertar para o cancro que mata uma mulher por dia em Portugal.
Muito obrigada!
Um beijinho,
Ana
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
Os meus grandes amigos...
Qual a minha surpresa ao encontrar um monte de filmes no meu disco com as carinhas da malta toda a dizer parvoices!!! Adorei a surpresa... é nestas alturas que vejo que realmente tenho amigos fantasticos...
Obrigado por tudo.. Agora sempre que tiver saudades vossas basta ver os videos e rir o que me vai fazer sentir mais perto de casa...
Obrigado sónia pelo esforço de juntar tudo e pelo video inicial e final com a tua voz de toto que so tu sabes, pra proxima fala em balaês.. Adorei..
Um enorme abraço de Africa pros amigos do Baptista
Obrigado por tudo.. Agora sempre que tiver saudades vossas basta ver os videos e rir o que me vai fazer sentir mais perto de casa...
Obrigado sónia pelo esforço de juntar tudo e pelo video inicial e final com a tua voz de toto que so tu sabes, pra proxima fala em balaês.. Adorei..
Um enorme abraço de Africa pros amigos do Baptista
A continuação da saga...
Pois é já estou no 3º dia e isto anda assim:
Depois de dormir em Luanda acordei cedinho e lá apareceu o Magalhães pra me levar ao aeroporto, como o voo pra Lubango era só as 14h15 andei a passear pela cidade e arredores… Medo, medo… Estive em locais que se fosse sozinho tinha deixado tudo nas calças.. Bairros como não há em Portugal, os verdadeiros bairros da lata em que o zinco impera nos telhados, o esgoto corre no chão.. a verdadeira selva onde os leões são pretos e as arvores são barracos…
Nas ruas de Luanda onde à fila à vendedor, vende-se agua, cola, gás, fruta, telemóvel, sapatilhas, axo que so não vim ng a tentar vender o pai ou a mãe.. O transito é mesmo de doidos.. tenho pena de não ter tirado umas fotos mas a oportunidade ira aparecer de novo…
Depois do belo passeio fomos apanhar o mauro a casa (ou seja, ao seu barraco) e fomos para o aeroporto.. O Magalhães e o Mauro trataram de tudo, fizeram o check-in, carregaram as malas, pagaram, etc...
Toda a aventura no aeroporto foi passada com um brasileiro que vinha também pra obra de Lubango, após passar no raio-X e em mais um controle pra mostrar passaporte e dizer que sou um homem de negócios e que estou ca pra isso, entrei na sala de espera… parece a de Lisboa, a diferença é que não tem loja de perfumes, nem telepizza, ou seja, nada, só cadeiras e um pequeno café..
Na espera percebemos o funcionamento daquilo.. Tem uns televisores que deviam ser pra passar a hora de embarque e afim mas só passam “nada”, ou seja, vem o preto á rua e diz “Cabinda TAG” e lá vai a malta toda pró autocarro.. após uma hora de atraso o gajo lá gritou Lunbango e ai vamos nós, ao chegar ao avião vemos as malas na rua e logo toda a gente sai a correr a pegar na mala e a entregar ao gajo da TAG que a mete no avião (deve ser um sistema inovador de confirmação de carga)…
Mal entro no avião aquele cheiro a transpiração de autocarro cheio começa a sobressair, logo me sentei ao pé dos motores (ultima fila do avião) com um barulho de deixar um gajo surdo.. Levantamos voo e começamos a ver agua a cair do tecto (parecia os autocarros que me levavam a escola que chovia lá dentro).. Serviram-me um suminho e depois dormi.. A certa altura sinto o avião a descer, olho pela janela e que vejo eu? NADA… “meu deus vamos cair” pensei eu. Só acreditei que existia uma pista depois de sentir os pneus a bater e o pessoal a bater palmas, até ai pensei que íamos aterrar no meio do mato pq o avião já não tinha gasosa…
No aeroporto, após mais uma passagem pelo controle, começa-se a ouvir uns números no ar, “082”, “094” (estilo bingo), era o numero das malas, e quando chamavam o teu numero ias a umas grades (estilo prisão, mas de malas) e com a entrega da senha davam-te a mala…
Depois lá vim parar a minha nova habitação.. 6 quartos, 3 casas de banho, tv cabo, mesa de bilhar, 2 seguranças (que falam uma língua esquisita), condições a maneira, so falta é net (Lá se vai uma parte do curto ordenado pra comprar net sem fios)...
A zona é muito fixe.. Muito verde.. Montes ao fundo.. a terra é pequena mas parece simpática.. E agora estou no estaleiro a espera de informação pra começar a bombar..
Saldo do segundo dia: Antes no meio de leões que andar de avião na TAG
Depois de dormir em Luanda acordei cedinho e lá apareceu o Magalhães pra me levar ao aeroporto, como o voo pra Lubango era só as 14h15 andei a passear pela cidade e arredores… Medo, medo… Estive em locais que se fosse sozinho tinha deixado tudo nas calças.. Bairros como não há em Portugal, os verdadeiros bairros da lata em que o zinco impera nos telhados, o esgoto corre no chão.. a verdadeira selva onde os leões são pretos e as arvores são barracos…
Nas ruas de Luanda onde à fila à vendedor, vende-se agua, cola, gás, fruta, telemóvel, sapatilhas, axo que so não vim ng a tentar vender o pai ou a mãe.. O transito é mesmo de doidos.. tenho pena de não ter tirado umas fotos mas a oportunidade ira aparecer de novo…
Depois do belo passeio fomos apanhar o mauro a casa (ou seja, ao seu barraco) e fomos para o aeroporto.. O Magalhães e o Mauro trataram de tudo, fizeram o check-in, carregaram as malas, pagaram, etc...
Toda a aventura no aeroporto foi passada com um brasileiro que vinha também pra obra de Lubango, após passar no raio-X e em mais um controle pra mostrar passaporte e dizer que sou um homem de negócios e que estou ca pra isso, entrei na sala de espera… parece a de Lisboa, a diferença é que não tem loja de perfumes, nem telepizza, ou seja, nada, só cadeiras e um pequeno café..
Na espera percebemos o funcionamento daquilo.. Tem uns televisores que deviam ser pra passar a hora de embarque e afim mas só passam “nada”, ou seja, vem o preto á rua e diz “Cabinda TAG” e lá vai a malta toda pró autocarro.. após uma hora de atraso o gajo lá gritou Lunbango e ai vamos nós, ao chegar ao avião vemos as malas na rua e logo toda a gente sai a correr a pegar na mala e a entregar ao gajo da TAG que a mete no avião (deve ser um sistema inovador de confirmação de carga)…
Mal entro no avião aquele cheiro a transpiração de autocarro cheio começa a sobressair, logo me sentei ao pé dos motores (ultima fila do avião) com um barulho de deixar um gajo surdo.. Levantamos voo e começamos a ver agua a cair do tecto (parecia os autocarros que me levavam a escola que chovia lá dentro).. Serviram-me um suminho e depois dormi.. A certa altura sinto o avião a descer, olho pela janela e que vejo eu? NADA… “meu deus vamos cair” pensei eu. Só acreditei que existia uma pista depois de sentir os pneus a bater e o pessoal a bater palmas, até ai pensei que íamos aterrar no meio do mato pq o avião já não tinha gasosa…
No aeroporto, após mais uma passagem pelo controle, começa-se a ouvir uns números no ar, “082”, “094” (estilo bingo), era o numero das malas, e quando chamavam o teu numero ias a umas grades (estilo prisão, mas de malas) e com a entrega da senha davam-te a mala…
Depois lá vim parar a minha nova habitação.. 6 quartos, 3 casas de banho, tv cabo, mesa de bilhar, 2 seguranças (que falam uma língua esquisita), condições a maneira, so falta é net (Lá se vai uma parte do curto ordenado pra comprar net sem fios)...
A zona é muito fixe.. Muito verde.. Montes ao fundo.. a terra é pequena mas parece simpática.. E agora estou no estaleiro a espera de informação pra começar a bombar..
Saldo do segundo dia: Antes no meio de leões que andar de avião na TAG
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
A Partida e a chegada...
Pois é pessoal, já ca estou... AFRICA...
Quero Agradecer a todos os meus amigos que ontem se foram despedir de mim com um belo jantar e uma dose de abraços à despedida.. e mandar um beijo especial a minha namorada que eu adoro e de quem ja tenho muitas saudades...
Isto foi assim:
Após saída do autocarro que nos leva ao terminal (Sim aqui existe terminal), como bons europeus que somos fomos em passo acelerado até a uma fila qualquer que se torna num monte de gente a buscar o papelinho de entrada no pais.. Após isso aguentamos cerca de 1 hora numa sala em que o mais parecido com um ar condicionado é o vento com cheiro a gasolina a entrar nas portas do terminal.
Lá levei o carimbo no passaporte e em seguida fui buscar a mala.. o primeiro ataque do parasita da gasosa: “tem papel da mala?” ao que eu respondi “espera que já te dou” ele tanto insistiu ate que me perguntou se eu era o Hugo Marques e deixou-me ir.. O segundo ataque do parasita da gasosa: “tem algo a declarar? Que leva nas malas?”
, ao que eu respondi “roupa e coisas de uso pessoal” e mal ele descobriu que eu também tinha calçado lá dentro agarrou em mim e disse “você vem já comigo!!”, em cinco passos que demos juntos pediu-me trocos, euros, 20 euros, dólares, mais um bocado pedia-me em casamento..
Lá chegamos á rua onde uma grande placa (uma PLACONA) dizia ZAGOPE.. o Magalhães apanhou-nos e trouxe-nos ate á sede..
Na viagem vimos Chelas, Casal Ventoso, Bairro dos Índios, Pedreira do Húngaros.. estão a ver o cenário, agora imaginem 3 vezes pior… WELCOME TO LUANDA… O que mais se via era os belos dos táxis azuis a rebentar pelas costuras, o pessoal a passear o seu reservatório amarelo cheio de aguinha fresca pra beber em casa (uns á cabeça outros com o carrinho de mão, etc).. indescritível..
Agora estamos na sede a sonhar com uma caminha pra por o sono em dia..
Saldo do primeiro dia: WELCOME TO THE JUNGLE
Abraços e boa sorte pelos vossos destinos
Quero Agradecer a todos os meus amigos que ontem se foram despedir de mim com um belo jantar e uma dose de abraços à despedida.. e mandar um beijo especial a minha namorada que eu adoro e de quem ja tenho muitas saudades...
Isto foi assim:
Após saída do autocarro que nos leva ao terminal (Sim aqui existe terminal), como bons europeus que somos fomos em passo acelerado até a uma fila qualquer que se torna num monte de gente a buscar o papelinho de entrada no pais.. Após isso aguentamos cerca de 1 hora numa sala em que o mais parecido com um ar condicionado é o vento com cheiro a gasolina a entrar nas portas do terminal.
Lá levei o carimbo no passaporte e em seguida fui buscar a mala.. o primeiro ataque do parasita da gasosa: “tem papel da mala?” ao que eu respondi “espera que já te dou” ele tanto insistiu ate que me perguntou se eu era o Hugo Marques e deixou-me ir.. O segundo ataque do parasita da gasosa: “tem algo a declarar? Que leva nas malas?”
, ao que eu respondi “roupa e coisas de uso pessoal” e mal ele descobriu que eu também tinha calçado lá dentro agarrou em mim e disse “você vem já comigo!!”, em cinco passos que demos juntos pediu-me trocos, euros, 20 euros, dólares, mais um bocado pedia-me em casamento..
Lá chegamos á rua onde uma grande placa (uma PLACONA) dizia ZAGOPE.. o Magalhães apanhou-nos e trouxe-nos ate á sede..
Na viagem vimos Chelas, Casal Ventoso, Bairro dos Índios, Pedreira do Húngaros.. estão a ver o cenário, agora imaginem 3 vezes pior… WELCOME TO LUANDA… O que mais se via era os belos dos táxis azuis a rebentar pelas costuras, o pessoal a passear o seu reservatório amarelo cheio de aguinha fresca pra beber em casa (uns á cabeça outros com o carrinho de mão, etc).. indescritível..
Agora estamos na sede a sonhar com uma caminha pra por o sono em dia..
Saldo do primeiro dia: WELCOME TO THE JUNGLE
Abraços e boa sorte pelos vossos destinos
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